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(fotografia de Vincent Laforet para o New York Times)

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Não festejo aniversários. Comovo-me quando observo a consequência da maldade e do ódio: a morte que, inesperada e fria, invade a vida de milhões sem pedir licença, pela televisão, pelos jornais, pela rádio. Como as mortes no Líbano, no Iraque, no Irão, no Afeganistão, no Ruanda, no Vietname, em Nagasaki, na Bósnia, na Jugoslávia, em Angola, na África do Sul, na Alemanha,... Os massacres cometidos contra a raça humana têm séculos de cogitação no seio da civilização, pelas mentes mais torpes, favorecendo projectos e intenções de ambição pessoal, política e religiosa. A diferença é que as mortes no World Trade Center, as de 11 de Setembro, ocorreram num dos centros urbanos da civilização ocidental, a par de Londres e de Madrid, invadindo um território outrora sagrado. Quem viu aquela gente morrer em directo compreendeu em silêncio a fragilidade da vida humana e o 'capital de medo' potencial associado à conquista do poder. Provavelmente, como nunca antes. [Ruben P. Ferreira]

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