Bolo seco

















Bolos altos fazem-se como uma espécie de homenagem a que se junta uma dose soberba de açúcar. Ideal para dias de Domingo em que se quer fazer tudo menos uma algazarra na cozinha. O bolo de iogurte é uma instituição que pega nos ingredientes básicos de qualquer doce, a farinha, o açúcar, os ovos, o óleo, e o iogurte, para os reunir em modo de altura e espessura suficientemente densos para que se comam diversas fatias do mesmo em sucessão. É uma maneira de apreciar o feito simpático da massa crescer tão bem e depressa, o que proporciona poder pensar em fazer o bolo, e executá-lo a tempo de o ter pronto à hora do lanche, ou seja, 45 minutos mais tarde, tendo havido tempo para sestas. Os bolos de iogurte têm esta possibilidade de variar sabores, de acordo com o fruto enunciado na embalagem. Um dos mais adequados é o de coco, ou morango, se se quiserem acrescentar frutos vermelhos.


















O que acontece é que o bolo de iogurte é igualmente bom sem o dito iogurte. E, optando por esta fórmula, porque o iogurte é óptimo, mas um pouco ditador, pode-se tentar ser criativo, e enveredar por uma ideia de bolo que, ou o remete para a secção vintage do património boleiro, com o acrescento de uma dose de azeite bastante generosa, ou a opção vai por aquele caminho que inclui despejar meia garrafa de Vinho do Porto, capaz de fazer tremer as pernas ao mais distraído - e aqui, estamos na secção 'Noval' ou 'Calem (-me)' esse ruído estranho para degustar um líquido intenso. Isto acontece porque, se se escolhe fazer o bolo de iogurte com o mesmo, é difícil incluir outros ingredientes que combinem na sua perfeição. As amêndoas torradas, salteadas em manteiga, os frutos vermelhos em calda cozinhada com açúcar, depois triturados, ou inseridos inteiros, as avelãs secas, os pinhões feitos como as amêndoas. As opções começam a confundir.


















No caso deste bolo, o ingrediente principal foi o Vinho do Porto, na proporção de 1/2 copo (dois cálices cheios). A canela, o que induz uma combinação tudo menos arbitrária, óleo e azeite, dois tipos de açúcar, alguma raspa de laranja e limão para desenjoar, uma boa dose de farinha e nozes desfeitas. O resultado, muito aromático, sabe aos bolos que as avós fazem para contentar os netos que lhes pede um doce, que nunca tinha Vinho do Porto. Entende-se. Portanto, repetir até à exaustão, ajuda a realizar a devida homenagem, com as merecidas alterações contrastantes. A cereja em cima do bolo é o açúcar salpicado enquanto ainda está quente. Também pode acrescentar canela. Servir morno.

BOLO SECO

4 Ovos
450 g de Farinha (Branca de Neve)
100 g de Nozes (ou 250 g de Frutos Vermelhos, inteiros ou triturados, na sua calda, depois de quinze minutos a ferverem em banho-maria, com 30 g de açúcar/ ou amêndoa salteada em manteiga e triturada)
350 g de Açúcar
100 g de Açúcar Mascavado
1 copo médio de Óleo
1 copo médio de Vinho do Porto
2 dl de Leite
Raspa de 1 Limão e de 1 Laranja
Canela a gosto

Bater as gemas com os açúcares, juntar o leite, e a farinha peneirada. Depois, juntar as claras e envolver. A massa deve fazer bolinhas. Acrescentar o frutos secos ou vermelhos, o óleo, o Vinho do Porto (nunca é demais, pode exagerar), a raspa de limão e laranja, a canela e colocar numa forma untada com manteiga, salpicada com farinha. 30 minutos em forno a 180º, apagar, deixar repousar. Retirar do forno, empratar e salpicar com açúcar (e/ou canela).