Frango do campo













Ontem, fechou-se a noite com um franguinho do campo. A fotografia não o reproduz. Pura e simplesmente, esqueci-me de registar o momento. Fica a receita, com uns detalhes que consistem na necessidade de dar atenção ao bicho, desde o momento em que se enfia no forno, até deixá-lo ir em direcção ao prato.

Para 4 pessoas

1 Frango do campo
Colorau a gosto
Sal a gosto
Sumo de 1/2 Limão
dentes de alho
Coentros e salsa a gosto
750 g de Batatinhas para assar, de tamanho médio
Tomilho fresco
450 g de Arroz branco
Manteiga a gosto
1 kg de Espinafres

Começa assim. O frango preparado e limpo de penas e pescoços, se possível aberto ao meio em peça única, temperado com uma pasta feita à parte com sal, sumo de limão, colorau, alho picado muito finamente. Tudo regado com azeite e vinho branco. Isto, duas horas antes. Vai ao frigorífico num recipiente sufucientemente largo para fechar com película aderente. Deixar marinar.
Depois, é colocar numa travessa com uma base de coentros e salsa, um pouco de azeite e pimenta. Numa tigela à parte, temperar as batatinhas com sal, tomilho e azeite, fazer saltar para distribuir muito bem o líquido, e colocá-las na travessa, a acompanhar o frango. Rectificar os temperos. Travessa preparada, coloca-se uma noz de manteiga em cima da carne e tomilho por cima das batatas, e vai ao forno (médio, 180º) durante uma hora, ou até a carne ficar com uma película acastanhada (do assado). Atenção: a meio da assadura, deve virar-se o bicho, para tostar do lado oposto. Nesse momento, deve regar-se com o líquido produzido, tal como as batatas. Quem quiser uma solução mais exótica, pode besuntar a carne com mel, no momento imediatamente anterior a desligar o forno. Se o fizer, deixe apurar durante dez minutos.
É bom ser generoso na quantidade de vinho branco e azeite usados, isto porque parte do líquido será essencial para o final da cozedura do arroz branco. Este tipo de arroz faz-se sem retirar goma ao bago. Assim, a película que fica depois de cozido é mais espessa. Portanto, água e sal nas proporções conhecidas. Arroz depois de fervida a dita, deixar cozer até ficar quase seco, e depois retirar um pouco do líquido em que a carne assou, derramar sobre o arroz, apagar o lume e reservar. O calor remanescente fará o resto. Os mais puristas, poderão evitar este último passo e acrescentar apenas manteiga, numa definição que o receituário dos arrozes de manteiga concretiza - neste caso, o molho da carne poderá ser vertido sobre o arroz mais tarde, na altura do empratamento.
Por fim, os espinafres. Daqueles com folha carnuda e em bico. Salteados na frigideira com um pouco do alho picado finanemente, e azeite. Terminar com uma noz de manteiga para aveludar. É coisa para demorar cinco minutos.
Servir tudo em empratamento solene, acompanhado de um tinto da região de Lisboa, ou de um branco de Setúbal. Para sobremesa, uma maça assada.

Foto: Fotolibra