1943-2012


 
 
 
 
 
 
 
 
 
Joaquim Benite era um homem generoso. Tudo o que lhe fosse pedido, ele correspondia com afinco, mesmo se com protestos. Por que por ser uma pessoa que dava muito, era também aquele a quem as pessoas pediam muito. É sempre assim. Diria poucas vezes: "nem pensar." Cabe-lhe a capacidade que o Teatro de Almada, como companhia, teve, de estar sempre, regularmente, em cena, a servir uma população, de ter visto estrear o edifício “azul” (dos arquitectos Manuel Graça Dias+ Egas José Vieira, com Gonçalo Afonso Dias), onde a equipa, e a companhia, passou a estar sedeada com as condições merecidas. A mudança demorou muito tempo, e foram poucos os anos em que usou aquele edifício, no pleno exercício das suas funções. Encenou, foi condecorado, tornou o Festival de Teatro de Almada numa referência internacional. É tudo muito também.