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Os vinhos e os restaurantes da vida fazem bem. É agradável quando recorremos à memória de certas salas, de certos sabores, e compreendemos o quanto foi importante a carta que nos apresentaram, o néctar escolhido, e a degustação pretendida.
O que faz a diferença na experiência gastronómica? O local, a qualidade dos ingredientes, a simpatia do serviço, a generosidade das doses, o minimalismo das propostas, com sabores únicos?

O que faz a diferença no vinho tomado? As castas, a região, as condições em que foi provado, a companhia, sobretudo, a temperatura, a harmonia com pratos de peixe, carne, queijos, doces, a diversidade e a comparação possível com outros vinhos?
A partir de agora, não há desculpa para esquecer esses restaurantes inumeráveis (apesar do ataque frontal contra a sua existência), nem desses vinhos de sabor tão evidente que têm de fazer parte de um reportório. Não.

Vai ser impossível aceitar que a sandes ao almoço, a refeição fria, é um must. Qualquer nórdico que se preze nunca mais será o mesmo depois de experimentar um arroz de grelos com pastéis de bacalhau entre as11,30h e o meio-dia. Convém registar o momento. 
Isto porque estão disponíveis dois compêndios, em branco, para o leitor preencher à medida que a vida passa. Que os restaurantes são experimentados e os vinhos provados. A grelha de cada um dos livros permite elaborar sobre especialidades, o que comi, em que região, com quem, o que foi pago, avaliação e notas pessoais mais extensas, no caso do primeiro livro.

O livro para usar em cada prova de vinhos é de idêntico calibre, com espaço para mencionar enólogo, ano, prémios, castas, cor, aroma, sabor, o que deve acompanhar (harmonia), quando bebido e onde, avaliação final, preço e até tem espaço para colocar o rótulo, se retirado com jeito da garrafa.
A edição é da Manufactura, chancela da Europress – Editores e Distribuidores, e custam €8,90 cada.