A cor, o paladar e o cheiro


















Gostar de vinho é diferente de perceber o vinho. A cultura da enologia reside na capacidade de análise, e no uso desse pretexto de querer saber mais para confirmar as suspeitas. E depende também de muito estudo. A seriedade da abordagem está relacionada com prática, e com o modo crítico de exercê-la. Com conhecimentos técnicos que podem incluir qual o grau de volatilidade de um vinho, os aromas de ataque, os aromas de fundo, a cor, em suma, aquilo que constitui e define um néctar de outro, e os seus motivos. Este ‘manual’ implanta-se nessa linha estreita de conhecimento e formação. Foi elaborado para ensinar quando se sabe nada, pouco, e também quando se sabe um pouco mais do que é costume. Desde técnicas de vinificação, até à explicação detalhada de como se produz um vinho licoroso, a informação disponibilizada pelos autores foi congregada para saber chegar ao vinho que interessa. É informação exposta numa sequência que introduz o tema: a videira, as castas, as regiões onde se produz, as metodologias e técnicas de vinificação, a maturação, a venda e serviço ao cliente e princípios para a degustação – com direito a um pequeno glossário. Os dois últimos capítulos são talvez demasiado específicos e gerais. Entende-se a sua inclusão no todo, embora repitam aquilo que já foi escrito em outras publicações. A reunião num só lugar facilita a leitura e a aprendizagem. Alunos das escolas de hotelaria, onde alguns dos autores são professores, colaboraram na figuração. É o livro consequente de uma necessidade existente no sector, a que não é alheia a avalanche de interessados no assunto. Tem a chancela do Turismo de Portugal.  

Título: Manual Técnico de Vinhos

Autor: Carlos Freire Correia, João Covêlo, Luís Lima, Paulo Pechorro, Luciano Rosa,

Editora: Turismo de Portugal

Preço: €15

Classificação: 4,5 estrelas (de 0 a 5) 

Prós: Qualidade dos gráficos explicativos

Contras: Não tem