Diálogos matutinos, ao Sábado, numa papelaria ou banca de jornais perto de si [2]

Um rapaz pára o automóvel e deixa os vidros abertos. Fecha a porta depressa e dirige-se a um quisoque de jornais de madeira pintada de vermelho. No espaço de tempo desde o momento em que fecha a porta e atravessa a rua, duas pessoas aproximam-se da banca onde os jornais estão expostos. Um homem pede o jornal Record, paga e vai-se embora. Uma mulher pede uma revista feminina mas fica indecisa, com a revista na mão. O rapaz, surpreendido por nenhuma daquelas pessoas ter sido sensível a uma das campanhas de publicidade dos semanários SOL e Expresso, pede um exemplar do primeiro.
Rapaz
(com alguma assertividade)
- Bom dia, quero o SOL, por favor.
A empregada do quiosque estende-lhe o jornal. A mulher indecida, com a revista na mão, comenta o pedido, enquanto o rapaz abandona o local.
Mulher
(com os olhos fixos no jornal)
- O SOL é o jornal que veio substituir o Expresso, não é?
Empregada
(convicta, tentando informar)
- Não, não, é outro jornal que agora sai ao fim-de-semana.
© Ruben P. Ferreira

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