Coisas frágeis




RP, talvez alguém fazendo parte da uma qualquer entourage literária, ficou muito incomodado com o meu texto sobre o debate ocorrido no passado dia 9 de Outubro na Sociedade Portuguesa de Autores, organizado pela revista Os meus livros e pela SPA, e com a crítica ao livro de Luís Miguel Rocha. Decidindo insultar-me com verborréia que considera ser prazenteira, agradável e razoável - em comentário, entretanto, apagado, que versava sobre a minha suposta "imbecilidade" e questões do foro sexual. Quanto à minha orientação sexual, o comentário revela desconhecimento, pois a minha heterossexualidade é pública. Quanto ao restante, quando a caixa de comentários começa a ser um repositório de javardice, é sinal de que o que está escrito começa a incomodar, e se assim é vale a pena o esforço de arranhar a inteligensia de certos e determinados seres. A dita Alta Cultura, já se sabe, não é para todos. Quer dizer, ler javardices aborrece e diverte ao mesmo tempo. O insulto é a forma mais rasteira de mediocridade. Quando os leio tão literalmente, concretizo a leitura pública da boçalidade – e mais uma vez, mediocridade – de quem os realiza. Por último, gostaria de tornar pública a minha inferior consideração por pessoas que usam com garbo e regularidade o ponto de exclamação e as reticências, como o RP fez, em tão poucas frases. [Ruben P. Ferreira]

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