outros planos

de ataque, de empreendimento, outras frases que se escrevem quando a vontade de outorgar ao tempo outros tempos é revelada; palavras apagadas num voltar atrás compulsivo, correcções ortográficas e livros abertos para, de um certo modo, as palavras serem proferidas, se conhecidas, se apenas memória, se desconhecidas; fotografias, imagens telúricas de um produto, de uma efusão coligida a mando da vontade, da precisão mental, da concentração entre corpos eternos e mãos dadas, coladas; outros módulos, dizem os especialistas, corpos de matéria inegualável, apenas para saber, apenas para confirmar, teorias fechadas descritas no limite, quando as sombras, as formas geométricas, combinam esquissos, imprecações, gritos violentos; lâminas de neblina fina, sequências expostas como folhas acumuladas, da terra para o céu até ao final do planeta, onde tudo finda em abismos, buracos; e flores, vozes de pessoas, a solidão e a nostalgia, o arrependimento e a culpa; sobretudo, um plano alinhado de dois corpos em aninhamento dual, numa pausa, a ouvir o vento
© Ruben P. Ferreira

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