to be guided

planos infindáveis, oblíquos
como um raio de luz
intenso que se autonomiza,
quedo na pele clara de
um rosto/

confinado a um espaço
encerrado, o latir de um
cão desafiando o silêncio da
noite e a saudade/

o peso, como o plano, tal
qual uma mesura por cima
de um tampo de madeira,
ou transparente como
vidro,
a correr por todo o lado a luz./

compreendo a dor mas a saudade
mata, como esfinge morta
encafuada em trapos,
sente-se o cheiro da morte
quando a saudade aperta,/

o silêncio retorna como um
risco de hecatombes
e massas de preto denso
acumulado em caixas, as
mesmas construções que o odor
da saudade, outras vezes
feliz pois quedo nas
mãos finas de um amor
que perdura,

edifica.

© Ruben P. Ferreira

1 comentários:

Anónimo disse...

Estou sem palavras. Ou quase.
Muito bonito.

 

Quantcast