La mort de la FNAC

A Fnac, a Fnac, a Fnac, a Fnac, a Fnac, a Fnac, a Fnac, a Fnac, a Fnac, a Fnac. Não há pachorra para tanta indignação. Digam-me, quantos foram os projectos (literários ou outros) que duraram o tempo desejado? Nenhum. A Fnac é uma empresa acabada. Move on. CEO's jovens, adeptos de mudanças radicais, apenas destróiem projectos consolidados, em Portugal, nos EUA, na China, na Índia, por todo o lado. Virtude da sua burrice, dos objectivos a cumprir, sintoma de, de... de uma série indeterminada de coisas. Quero lá saber. Haverão outras livrarias, uma boa parte delas portuguesas. A FNAC como a conhecíamos, acabou? Ainda bem. Fica espaço para quem quiser marcar a diferença.
Numa ida recente à Fnac Chiado, confirmei o aspecto disfuncional da loja, que em outros tempos manifestava uma verdadeira apetência (competência) cultural, e que agora progride num declínio aflitivo, sobretudo espacial, aliado a uma inexplicável opção de arrumação da «tralha» com que agora nos brindam. A verdade é que já não apetece comprar, as pessoas deixaram de espreitar os livros com anima, de os tocar, de os ler, de os levar para casa, deixaram de ouvir os discos com o mesmo prazer. A secção de discos parecia uma zona de guerra, tal foi a dificuldade para encontrar um género, um cd, um grupo. O hype eclipsou-se. Perdemos a oportunidade de encontrar o que nunca havia em lado nenhum. Pode ainda não se notar nas vendas (o que desconfio), mas é ponto assente, acabou o domínio. Embora isso perturbe, por ser triste, fico consolado. Nunca gostei muitos de franceses, apenas do que escrevem. Fica também demonstrado que a bezerrice é uma característica universal, até no país onde os direitos humanos são mais prezados. O que me faz lembrar que também gosto de certos queijos franceses. [RPF]


 

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