«Sente-se um zumbido no Muzak sempre que o contrabaixo se intromete no coro das trompetes em surdina. (Tijuana Brass.) Um criado mexicano com uma cicatriz funda de um lado ao outro do nariz, corcovado atrás da caixa registadora, segura num telefone amarelo. Parece deslocado dentro daquele uniforme, como se o uniforme fosse incapaz de o transformar socialmente num empregado, nada mais que um empregado. Fala espanhol rápido e terno. Os olhos sorriem-lhe, como se do outro lado do fio estivesse uma mulher.
Adolescentes sem par, com facas de ponta e mola nos bolsos, passeiam entre o balcão e os telefones públicos.
Um homem numa mesa cor de laranja chama «Juanita!» para uma morena alta e magra, que parece tudo menos espanhola. Ela volta-se na direcção dele, com uma mão sobre o peito, surpreendida, com os olhos arregalados, como se não fizesse a mínima ideia do que a espera, reconhece-o por fim, corre para ele e diz:
-É incrível, ouvi o meu nome e pensei, «não querem lá ver, ainda há aqui alguém que me conhece!»
1/79
San Joaquin Valley, Ca.»
Adolescentes sem par, com facas de ponta e mola nos bolsos, passeiam entre o balcão e os telefones públicos.
Um homem numa mesa cor de laranja chama «Juanita!» para uma morena alta e magra, que parece tudo menos espanhola. Ela volta-se na direcção dele, com uma mão sobre o peito, surpreendida, com os olhos arregalados, como se não fizesse a mínima ideia do que a espera, reconhece-o por fim, corre para ele e diz:
-É incrível, ouvi o meu nome e pensei, «não querem lá ver, ainda há aqui alguém que me conhece!»
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San Joaquin Valley, Ca.»
[Ruben P. Ferreira]
