Bruá

Quando uma aposta é uma coisa íntima, nossa, transforma-se a aposta em senso comum para que a massa de gente à volta a tome a peito, mesmo que a aposta seja apenas mais uma que não acrescenta nada de novo a nada e a ninguém. E escreve-se, é sabido, bastante sobre apostas, sobra as suas qualidades, invocando adjectivos lapidares e reputações laminares. É assim que o circo literário funciona (e não só). A dar recados em textos que se escrevem, demovendo os incautos de se armarem em bons porque quem sabe deseja implementar um gosto, e o gosto de alguns nem sempre é chamado a intervir. Boas verdades, sim, que o é preciso é animar a putrefacção envenenada das parelhas justamente apregoadas, oferecendo-lhes uma septicemia de bandeja. Façam favor, espero que tenham tido bom proveito.

 

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