Olive oil


Reunião familiar no fim-de-semana passado para partilhar o azeite e dividi-lo irmãmente entre todos. Mesa para 20, mas podiam ter ido 30 ou 40. Há quem se junte para festas de arromba, para celebrar um sucesso empresarial, o nascimento de um filho. Além dessas ocasiões, nós também nos juntamos, simplesmente, para comer, beber e provar azeite, neste caso, de Castelo Branco, com um tio a servir de intermediário à tradição. Com um grau de acidez a rondar os 0,4%, é realizado por «métodos artesanais». Desconheço o verdadeiro significado por detrás da expressão, senão a de que se vai buscar a um lugar que ninguém sabe bem onde fica, a alguém que ninguém sabe muito bem quem seja. Até podia dizer qual o nome da terra, mas fico-me pela intenção. Sei apenas que é uma maravilha, e que as postas altas de bacalhau, as batatas e os grelos -- inundados e acompanhados de pão fresco, embora tivesse faltado o grão -- serviram perfeitamente de teste ao belo líquido guardado em garrafões à antiga, depois vertido para as garrafas centenárias, numa azáfama entre a adega e o armazém. É daquela espécie de alimento que dispõe bem, e que depois nos obriga (à nova geração) a engarrafar o precioso néctar em galheteiros de vidro do IKEA, com pequenas etiquetas identificando o ano e o grau de acidez.

 

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