«Poesia e Memória»


«Há uma memória das coisas, uma poeira muito fina pairando na luz - a poesia seria a perseguição dessa memória. Tal memória, de um tempo que não envelhece, ou de um espaço aberto e feliz, ou somente de uma cultura mais próxima da nossa natureza, tem aqui razões de sobra para ser invcada: estamos no Porto, estamos em lugares onde essa poeira luminosa, num ritmo continuado se foi acumulando, e até algumas vezes ganhou espessura de vinho velho.»

[retirado de «À Sombra da Memória», de Eugénio de Andrade, Quasi Edições, pag. 37]

 

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