Sentimentos do povão

Andei uns dias a 'sentir o país' e os portugueses, que é uma coisa muito importante, oh se é, porque já se sabe que o povo quer ser medido e pesado com as devidas proporções que conferem à existência uma especial tranquilidade. Conclui, contudo, que o país e os portugueses, essa massa de gente arraçada, estão muito longe de Lisboa e do eixo RTP-SIC-TVI. O que se mede nas televisões é uma popularidade inexistente. Distante. Configurada por uma relação distorcida entre quem quer aparecer e quem quer referir o facto. Digam-me lá se no Piódão, ou na Serra da Arara, alguém sabe quantas vidas tem um político, um opinador, um famoso ou um simples rústico que gosta de aparecer? Ninguém quer saber. O que importa nesses lugares é a comidinha em cima da mesa. O resto é para a populaça encher os olhos com aquela malta que decidiu ir das berças à capital a pontos de fazer pela vida. E que lá na terra é tratada por Zé Manel bastardo porque a mãe foi uma rameira.

 

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