Livra!



Estou a resvalar para a exaustão pura com um toque da benigna inconsciência que faz os doidos dizer coisas parvas e os mais ou menos lúcidos adormecer em cima da mesa do escritório. E é nestes momentos em que se produz sem saber o que nos espera que acabamos por realizar alguma coisa. Isso que daqui a algum tempo acabamos por perceber melhor o que é. E das duas uma: ou corre lindamente ou acaba num falhanço desgraçado. De modos que é isto. À medida que a coisa for andando vou fazendo alarde de desenvolvimentos recentes para avivar a memória. Do género: «são três da tarde e não durmo há três dias. Começo a ver objectos azuis a desfilar pelas ruas. E não, não é a barba do Pedro Miguel Ramos a multiplicar-se.»

 

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