Lisboa ao rubro



Isto é a Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, num dia bom. Digamos que ao final de um dia de fim-de-semana, ou muito para além de um dia de trabalho (no Verão). Porque o 'inferno' começa cedo, prolonga-se até às nove da noite (ou mais) e apenas tem algum alívio em Agosto -- quando Lisboa se muda, em peso, para o Algarve. Culpa da inexistência de um excelente e eficaz sistema de transportes públicos, que ligue a cidade ao seu exterior a bons preços -- podermos discutir os preços das tarifas e dos passes inter-urbanos, que orçam constantemente valores proibitivos que, equiparados, equivalem ao gasto de gasolina. A culpa também é do comodismo e do bem-estar (que dá para tudo), mas comparados os gastos, sobressai a escolha sobre o transporte individual. Claro, percebe-se a relevância do 'conforto'. A culpa é, sobretudo, da incapacidade de se perceber a orgânica do funcionamento de uma cidade, da aplicação de medidas paleativas que resolvem nada e da continuidade absurda de obras por todo o lado, sem que exista um faseamento, sem que atenuem os efeitos negativos destas para quem vive na cidade e para quem a esta se desloca, sem que exista um pedido de desculpas para os que, todos os dias, passam horas dentro dos seus automóveis, a observar com rigor o posicionamento dos 'railes' improvisados.

 

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