O segredo está na massa



De vez em quando, Lisboa ruma inteira ao «Casanova». Sobretudo, ao sábado. A última vez que lá estive, com amigos, tínhamos como missão demorar o maior espaço de tempo que conseguíssemos, pelo que a cumprimos com especial eficácia. Nem foi por estar muito cheio, mas porque fizémos questão de demorar, de beber o vinho tinto da casa, servido em jarros translúcidos, de degustar as sobremesas e afins. A comida, a pizza tipicamente italiana, é verdadeiramente deliciosa e tem variações de ingredientes tão distintas como a rúcula com tomate cereja -- que nunca vi em outras pizzarias. A vista é um primor, e o preço, razoável. Tem uma das melhores esplanadas da cidade, onde por vezes é possível privar com o rio e com algumas embarcações enormes ali parqueadas. No Verão, é muito agradável beber um copo da bebida típica da casa em boa companhia com a brisa fresca a bater no rosto. Por ourto lado, o «Lucca», localizado numa transversal à Avenida de Roma, também é bom. Mas o ruído constante só permite refeições audíveis (e comestíveis), com a necessária tranquilidade, a partir das dez da noite. É o restaurante preferido da malta adolescente com hormonas pululantes. Neste caso, ter hormonas pululantes e ser adolescente é uma combinação explosiva, porque cria um ambiente ensurdecedor. Sobre restaurantes italianos, mais desenvolvimentos aqui.

 

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