Pois sim! (que horror, um ponto de exclamação; esperem que vou ali atirar-me de um penhasco e já volto)


Mais à frente hei-de explicar porque razão isto não é arquitectura, mas apenas uma forma inteligente de um escritor demonstrar publicamente algumas das suas obsessões. Interpretando mal aquilo que escrevem sobre ele e arriscando nomear o que não tem nomeação possível. Já para não referir a maneira como uma universidade tenta colocar-se no eixo central de uma discussão sem profundidade suficiente para tal. Podemos também referir os textos deste senhor, aqui, aqui, aqui e aqui sobre a matéria, que me escuso de adjectivar. Quando se cita, por se desconhecer os temas e a sua génese, palavras de alunos de arquitectura, mesmo do quinto ano, sobre questões tão complexas como o habitar, está-se a querer dar credibildiade a alguma coisa que a não tem. Posso adiantar, contudo, que qualquer semelhança entre os livros de Gonçalo M. Tavares e a «arquitectura», é uma mera concordância lexical. Se nos referíssemos às estruturas, ao esqueleto dos livros que escreve, muito complexas, então sim, podíamos falar de arquitectura, mas nunca no que diz respeito à descrição dos ambientes que justificam a exposição na LX Factory, e que estão na base do trabalho sugerido aos alunos da Universidade Lusíada.

 

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