A Estética da beleza


«Think tank que advoga um certo estilo de vida na província, Roger Scruton tem mais de 30 livros publicados. É filósofo, professor da disciplina no Institute for the Psychological Sciences, um ‘colégio’ católico no Reino Unido, e ficou conhecido em 2002 através da divulgação, por um jornal britânico, de um seu memorando (email), em que pedia à Japan Tobacoo o aumento da sua ‘comissão’ mensal, comprometendo-se a ser mais pró-tabaco nos seus artigos. O escândalo não beliscou a capacidade intelectual de Scruton, que neste «Beauty» (2009) teoriza sobre o valor último da beleza, comparando os seus diversos géneros e géneses. Ao admitir que ‘os julgamentos de valor tendem a ser comparativos’, confirma que o espelho da alma pode estar relacionado com a capacidade de disfarçar as olheiras. ‘O valor último da beleza procurada é nenhuma outra razão senão a sua busca incessante’. Será a experiência da beleza fundada na razão? O reconhecimento do belo aos olhos de quem vê é a aceitação da beleza intrínseca, integral, do objecto ou pessoa amada como um objectivo consumado? Um patamar sobreposto? A pertinência da abordagem é evidente, numa sociedade que valoriza a estética, desvaloriza o valor do «belo» na Arte – este tema tem direito a capítulo próprio –, e assimila o gesto concreto da «narrativa arquitectónica».»
Título: Beauty
Autor: Roger Scruton
Editora: Oxford University Press
Preço: €14
Classificação: 5 estrelas

Prós: Abordagem; teoria; demonstração
Contras: Nenhum
[texto publicado no nº 77 (Julho de 2009) da Revista Os Meus Livros]

 

Quantcast