O detalhe

«Só compreendemos um edifício se a nossa experiência for persuasiva para nós: só se ocupar um lugar em que podemos sentir a relação dela com os funcionamentos da vida moral. Mas o que é esse lugar? Devemos responder à pergunta, se queremos dar uma caracterização completa do significado dos edifícios. Pelo que disse neste capítulo [«Expressão e Abstracção»], parecia que a operação central em todo o gosto estético, seja na forma primitiva ou intelectual, é o sentido do pormenor. É mediante a intervenção deste sentido que as formas e os materiais se tornam objectivos, prenhes de exigências e significados que tanto restringem como libertam o arquitecto, o restringem para o estilo e o libertam da fantasia. É através do sentido do pormenor que os significados arquitecturais se tornam «enraizados» na experiência, e é no adequado uso do pormenor que mesmo o construtor mais irreflectido se sente confiante do que faz.»
[«Estética da Arquitectura», Roger Scruton, Edições 70]

 

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