Vinhos de Portugal / Wines of Portugal


Foi lançada esta semana a marca «Wines of Portugal/Vinhos de Portugal». Uma marca ‘charneira’, que certificará a presença dos vinhos portugueses no estrangeiro. A medida só peca por tardia. Outras haverá, para aumentar as exportações de azeite, produtos hortículas, entre outros, medidas essenciais para, disse o Ministro da Agricultura, António Serrano, «contextualizar» a venda de produtos portugueses no mundo.
O que ficou por explicar, pelo menos, com detalhe, é aquilo que distinguirá os vinhos que terão a honra de representar Portugal nesta operação de avanço sobre os mercados internacionais – sobretudo, o Norte da Europa. A certificação será paga pelos produtores, logo, o esclarecimento atempado de uma medida que os implica é provavelmente a coisa mais importante a realizar, para que não se demitam da possibilidade de se ‘alavancarem’ para outros mercados.
Uma marca que agrega todas as outras. Neste sentido, a marca «Vinhos de Portugal» vai abrir caminhos e portas em feiras internacionais, denunciando uma tradição mais que secular, até aqui arredada da discussão e do frenesim internacional à volta do vinho. Contam-se pelos dedos as referências e críticas internacionais a vinhos portugueses. Aparentemente, a Península Ibérica acabava na fronteira entre Espanha e Portugal. A marca é agregadora porque será transversal na certificação. A distinção do «P» gravado no rótulo, representa, «Portugalidade, Profissionalismo e Personalidade». Um ‘rendilhado’ que Miguel Viana, representante da agência Brandia Central, crê ser uma imagem de marca do país, do seu terroir, daquilo que diferencia o vinho português de qualquer vinho estrangeiro. Uma ideia forte, bem documentada no «P» repleto, cheio de imagens que podem ser associadas ao que é luso.
O rendilhado – a renda, a dificuldade, as diferentes topografias –, o coração – a paixão –, as diferentes e únicas videiras, como a Touriga Nacional – quase como copos que não se distinguem de pessoas –, estas a aparecer também, porque o convívio é realizado à volta da mesa. Ideias e imagens que funcionam pela sua aglomeração num único espaço, contido. Por momentos, parecia estar-se a assistir à apresentação de um projecto de arquitectura.
A meta é o aumento em 10% das exportações no sector. E um investimento de cerca de €150,000,000, entre apoios resultantes do QREN, de investimentos públicos do Estado e dos privados. Mais informações aqui.

 

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