Dossier

Mudo os livros de sítio. Alguns milhares, menos do que gostaria. Fico estático perante aquela ‘estrutura’, que costuma estar armada nas prateleiras. Ver os livros no chão dá uma dimensão mais terrena a tudo o que contêm, sobre o que significam, o seu peso simbólico. Quase duas décadas depois de ter começado a lê-los e coleccioná-los, pergunto-me, de que vale ter uma biblioteca em casa. De que valeu ter-me concentrado no saber. O que importaria ter estudado para ter um MBA em economês! Estaria feliz a pastar por uma posição remuneratória satisfatória, com uma meticulosa sobranceria, porque reconhecível uma certa linguagem de sector. Os tempos, ao final, denunciam o mesmo: é tudo refugo, até o saber, e isso não é necessariamente mau. Sopram ventos de mudança.

 

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