Um Riedel cheio, por favor














Beber vinho a copo é um hábito pouco enraizado entre os portugueses. São poucos os restaurantes que apostam nesta espécie de venda e degustação. Compreendo. Quando me desloco ao distrito de Castelo Branco, e peço um jarro de vinho tinto (ou branco) da terra, que alguma restauração promove, por ser um néctar vendido a um preço mais competitivo, nem sempre engarrafado, fico fã. Gosto da possibilidade de pedir uma garrafa mais dispendiosa, um jarro ou um único copo. A venda de vinho a copo, tout court, exige que os proprietários dos restaurantes realizem um maior investimento, com a compra de material que permita preservar a garrafa depois do vinho aberto. Se estivermos a referir-nos a um vinho que esteja na carta a um preço elevado, entre os €20 e os €50, isso é forçosamente um risco, sobretudo se as garrafas a preservar forem muitas. Os clientes são todos diferentes, e a manutenção do vinho em perfeitas condições envolve uma possível perda que os tempos actuais despromovem. É por essa razão que a campanha «A Copo», levada recentemente a cabo pela ViniPortugal e pela CVR Alentejana, é crucial. Os workshops realizados, fortemente direccionados para a restauração, e para uma sensibilização dos intervenientes neste processo, que podem implementar o hábito, permitiu aos participantes entender a metodologia por detrás da prestação de um serviço que tenderá a crescer, com uma qualidade que se quer igualmente acrescida. Os clientes, entretanto, poderão exigir, sugerir e ajudar os restaurantes e respectivos proprietários a entender que beber vinho a copo, de preferência Riedel, embora outras marcas desse precioso vidro sejam igualmente aceitáveis, é também uma demonstração de critério, curiosidade e poupança.

 

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