Real Madrid- Barça, o confronto final
















Banho de bola do Real Madrid na Taça do Rei. Pelo menos, na primeira parte, Ronaldo e companhia deram conta do recado. Realizaram a ‘pressão alta’, sem deixar o Barcelona sair do seu meio campo de uma forma articulada. Depois de uma semana debaixo de fogo pelos beatos de serviço, Mourinho demonstra que está a jogar a longo prazo. Estratégica e milimetricamente falando, gerindo esforços. Se num dia coloca toda a gente atrás, e aposta no contra-ataque, no outro, faz o oposto, e desfaz o baile triangular de Guardiola. Quer se goste, quer não, a opção táctica dá resultado. Na segunda parte da Taça do Rei, o Barcelona tentou, por vezes com maior eficiência, chegar às redes adversárias. Casillas firmou o barramento. Nesses momentos, o deslocamento da equipa madrilena era maior. Compreende-se. É impossível jogar concentradíssimo durante noventa minutos. Em alguns períodos, o Real Madrid viu a bola rolar, sempre com contenção, em observação, a fazer fé na defesa mordaz corpo a corpo, ondulada, a desfazer o isósceles. O possível golaço de Pépe, em pleno voo, teria sido de antologia. Os remates cruzados de Ronaldo, idem, e o golo certeiro, virtude de um centro tenso e mortífero, fê-lo planar sem oposição. Se os balões de Di Maria tivessem entrado, tal como o remate certeiro ao ângulo superior esquerdo da baliza dos catalães, seria a vergonha colectiva dos que apregoam jogar melhor futebol. O jogo teria sido diferente. O Barça teria sido humilhado. O poste, Pinto (guarda-redes do Barça), a ausência de pontaria, fizeram a história de uma final e vitória que podia te sido mais expressiva. Uma história que já teve princípio, meio, e com final provável, e definitivo, numa qualquer Liga dos Campeões daqui a algumas semanas.

 

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