O retorno




















Vale a pena compreender se a cidade tem esse desígnio espiritual. Enquanto cresce e se suplanta, e o povo que dela deveria emanar tranquilo, tal como uma resenha que se faz de um passado distante, promissor, e se enfurece e espalha pelo mundo em sobressalto, e se assemelha a um enorme solavanco. Um muro é destruído, outros são erigidos, o território disperso na sua dimensão oculta transforma-se num aglomerado de contradições. Ocupados os territórios, os habitantes esquecem-se da fertilidade da terra, do relato que os espias trouxeram para confirmar que era boa. Agora, os dias são bastante imodestos. Digamos que o vento soprou para longe toda a possibilidade de acordo, de conciliação. É um desígnio interposto pelo passado. É uma garantia sinalética de um futuro que se aproxima. Estava escrito. Por essa razão, paremos para pensar e comamos com denodo.

 

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