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O Top Gear é, provavelmente, o mais bem produzido programa de televisão da década. Num destes últimos programas da BBC, depois de testes realizados com seriedade, isto é, a fazer os carros rodopiarem, chiarem, derraparem, a equipa de três apresentadores resolveu disputar com o cronómetro a sua capacidade de fazer ‘legos’. Esclareço. Tendo um automóvel desmontado, peça por peça, numa oficina, com livro de instruções ao lado, e ferramentas, dispuseram-se a competir com um piloto-incógnito, que saiu de um determinado lugar distando cerca de 800 km, num veículo exactamente igual ao por montar. O desafio? Construir o carro no espaço de tempo que o piloto levaria a chegar ao local onde estavam a empreender a ‘obra’. É um desafio e tanto. Obriga a uma logística enorme, a um empenho de apresentadores, da equipa técnica e de todos os que, de alguma maneira, se vêem envolvidos numa empresa daquelas. Gostar de carros, e vê-los bem testados é uma coisa boa. Os homens, e algumas mulheres, apreciam bólides de grande cilindrada, com linhas arrojadas e afins. Ou automóveis diferentes, com desenho proporcional ao debitar de cavalos de potência. Automóveis que realizam aquele ronronar subtil, e um bruá de entupir os décibeis do transeunte mais incauto. Em país nenhum, e em canal de televisão algum, vi referirem-se a um Ferrari, como um carro aborrecido, chato até, ou a um Lamborghini como um cepo sem interesse nenhum, sem alma. Os apresentadores do Top Gear são sinceros. Fazem aquilo que qualquer pessoa faria. Se gostam dizem, se detestam, dão o aviso à navegação. Aceleram, curvam depressa, travam a fundo e esperam que corra tudo bem. Se não correr, menos mal, faz parte do programa dizer ao que se vai. Mesmo se com algumas escoriações.

 

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