Da inconsciência niilista



















Resumindo, o indivíduo pós-moderno é um idiota. Niilista, em confronto consigo mesmo, e com os seus semelhantes, porque centrado na sua performance. Em confronto, portanto, com a ‘ordem estabelecida’. Esta é uma das conclusões deste ‘tratado’ sobre o percurso da filosofia, em dois tomos reunidos, com um fecho sobre a realidade contemporânea. Desde a ascensão do homem a matéria-prima consciente, que se substitui à ideia de Deus, à ‘obediência’ aos padrões de uma Moral por Si estabelecida. A Ética é analisada do ponto de vista do indivíduo na sociedade. Luís de Araújo, Professor Universitário, reflecte sobre a identidade deste Homem, a hierarquia de valores que o encaminha sob a forma de prioridades que estabelece para a sua conduta. Os sistemas que estruturam o raciocínio e determinam uma ‘verdade moral’, os códigos e leis éticos, como se, como devem comportar-se as pessoas. O problema aqui elaborado (não resolvido) é esse. Se depois do Iluninismo e do abandono total da crença em Deus, no Divino, é credível que uma sociedade (a) moral comporte o exercício de uma determinada experiência de liberdade. Se a ‘Liberdade e a Justiça’ actuais reproduzem a autonomia e dignidade, ou se um repreensível desajustamento converge com a origem do Mal, aqui relativizada como ‘o triunfo da virtude’. Se a garantia dos direitos fundamentais pode ser uma invenção jurídica.

Título: Ética
Autor: Luís de Araújo
Editora: Imprensa Nacional Casa da Moeda
Classificação: 4

Prós: Racionalidade da linguagem, aliada a um pensamento igualmente concreto
Contras: Certas contradições sobre a ‘axiologia estética’ do niilismo

 

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