Imprensa portátil



















Os Media têm poder. São, mais propriamente, o quarto poder. O que é um homem ou uma mulher com o press card tem que outras pessoas não têm? A capacidade de conseguir expor um assunto, vasculhando os pormenores, dando ao leitor um ponto de vista credível sobre uma história, seja ela sobre o que for. Reportagem pura de viagem, revelação bombástica sobre pessoas e responsabilidades, lifestyle sobre hotéis, roupas, economia, finanças, livros, arquitectura, gastronomia, e os temas são inesgotáveis, tal como as páginas impressas. Humor e cultura, teatro, artes plásticas, digamos que a imprensa escrita, a tv, blogues, sites de mass media, jornais e revistas, continuam a ser fundamentais para reunir informação. É disso que se trata, do modo como se capitaliza, reproduz, remete e disponibiliza informação, quer sejam notícias sobre o quotidiano, breaking news e opinião que tenta fundar, ou pelo menos, consolidar, determinadas ideias. Aquilo que transforma a opinião pública, a reboque dos editoriais da praxe. Nos últimos anos, os media em Portugal foram acossados com uma questão de legitimidade e carácter. Isso coincidiu com a proliferação da opinião dita especializada, com tricas pessoais a sobressaírem sobre a aglomeração de meios noticiosos em grandes grupos. Confirma-se que é forçosa alguma abnegação e humildade para publicar o que é bom. Investimento. A existência de novas formas de acesso aos públicos, como os blogues, twitter’s e facebook’s, demonstraram que se pode tratar essa informação de um modo mais inteligente (smart), acedendo a um maior número de pessoas. O IPad veio ser a ponte, o elo de ligação que ditará a mudança de paradigma entre o papel e o digital (tablets e afins). Uma mudança na informação? Não necessariamente, uma mudança de suporte de leitura. A credibilidade aumenta, agora com meios menos tradicionais que permitem a pessoas que, nos suportes anteriores, tinham o seu acesso à criação e tratamento da informação vedado. Os preços desta vão diminuir, para de seguida estabilizarem, mas estas novas plataformas servem sobretudo para ditar que as regras foram alteradas. O poder, contudo, é o mesmo, senão maior. A pressão sobre quem redige e edita também. O que parece um paradoxo. Quantos maiores e mais abrangentes os meios, maior a necessidade de filtragem e tratamento da informação por parte de quem sempre foi protagonista da notícia. Os media transformaram-se, e com eles a sociedade.

 

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