Lista de Leitura Viagens no meu Sofá - Verão 2011


A lista deste ano é um pouco invulgar, porque com menos novidades do que é costume. Reflecte um pouco da biblioteca cá de casa. Há uma concentração na biografia, num pouco de filosofia, no registo diarístico (Eduardo Prado Coelho), em Clássicos, e menos clássicos de viagens (Júlio Verne, em edição especial), num thriller, entre outras sugestões. Poderia haver mais variedade, se as editoras portuguesas não considerassem relevantes: apenas directores de jornais; de canais de informação - isto inclui os chefes e os sub-chefes e, diga-se, tem-se notado bastante o quanto lêem -; um opinion maker que 'devora' livros às carradas e três críticos literários. Num país inteiro, digamos que é redutor. É muito pouca gente para fazer face à devida divulgação, embora também se possa dizer que os representantes dessas editoras andam a ser selectivos, e a tentar canalizar literatura para os sítios que direccionam melhor o produto que têm em mãos. Também se tem notado. A todas as editoras mencionadas, resta prestar o devido agradecimento.






«Cartas a Lucílio», de Séneca. A Fundação Calouste Gulbenkian a prestar um serviço público. Como sempre.

















«Tudo o que não escrevi», de Eduardo Prado Coelho, da Caminho. Diários cultos sobre arte, cinema, tricas (com... bem, convém ler e rir).




















«Nasci para morrer», biografia de Pablo Neruda, pelas Publicações Europa-América. Complementa as semanas a fio que o filme sobre o carteiro, do autor, esteve em exibição por cá, e isso é assente, uma leitura menos exigente ao nível dos Klennex's.

















 



















«José Saramago», por João Marques Lopes, pela Guerra & Paz. «Uma longa viagem com José Saramago», por João Céu e Silva, da Porto Editora. Dois pontos de vista distintos sobre o mesmo homem. Convergências, sobre o 'ateu' mais crente conhecido.


 
















«A neblina do passado», de Leonardo Padura, pelas Edições ASA. Um 'policial à medida.



















«A Ponte sobre o Drina», de Ivo Andric, pela Cavalo de Ferro. Centro da Europa, Islão, século XVI, ingredientes q. b. (tal como nas receitas) para uma leitura digna.



















«Contemplação carinhosa da Agustina», pela Guimarães Editores. As conferências de uma autora profícua, que merece respeito e mais atenção. Nada como um pouco de inteligência para colocar os neurónios em movimento.



















Palavras para quê? «Eurico, o Presbítero», de Alexandre Herculano, pelas Publicações Europa-América.             
 



Dos fragmentos da Segunda Guerra Mundial, emerge uma civilização europeia que, até há pouco tempo, tinha, supostamente, uma voz una. Alguém já escreveu que a 'Europa morreu'. Pontos de contacto entre esse 'falecimento' e a cultura Ocidental, neste, «O complexo de culpa do Ocidente», de Pascal Bruckner, pelas Publicações Europa-América.



















«Uma campanha alegre», por Eça de Queiroz, mais conhecido por, «As Farpas». Edição Livros do Brasil.



















Um 'thriller' sobre tecnologias de informação e afins. «Paranóia», de Joseph Finder, pela Editorial Presença.



















Outro Clássico. «Da Terra à Lua», de Júlio Verne, pelas Publicações Europa-América.



















Porque o frio tem-se feito sentir, nada como um pouco de Sibéria para se perceber que afinal está calor. «Na Sibéria», de Colin Thubron, um relato de viagem pelas Publicações Europa-América - que têm provavelmente a maior colecção do género, em Portugal.



















Sabiam que Eiffel era alemão? Biografia que merece tradução. «Eiffel - The genius who reinvented himself», por David I. Harvie.



















Mais viagem, desta feita por Henry James, em Itália. «Italian Hours», pela Penguin. O título bastaria, mas o conteúdo é merecedor de dedicação e tempo.



















«Tea Party», pela Aletheia Editores. Uma novidade importante para se perceber o crescimento daquele movimento republicano nos EUA durante a presidência de Obama.



















China a comprar dívida pública mundial, a ditar parâmetros financeiros, a determinar o que bem entende. «1421 - O ano em que a China descobriu o mundo», de Gavin Mezies, pela Dom Quixote (do tempo em que ainda conseguiam fazer chegar livros a outros críticos literários).




















Por fim, «Homero», por Pierre Carlier, pelas Publicações Europa-América. Uma leitura de peso, para perceber os Antigos.

 

Quantcast