Pão pão, queijo queijo

















Assisto impávido à destruição do pão como o conhecemos. Privilegiado que sou por morar numa zona onde a variedade de pão disponível assume proporções que até a mim me impressionam, destaco novamente o de Alcainça, e da necessidade de uma visita à padaria da curva grande – não se chama assim mas é fácil de identificar –, começo a ter suores frios quando observo os pães entrarem inteiros naquelas maquinetas que fazem um barulho ensurdecedor, e saírem às fatias iguais, desfeitas no limite exterior da côdea, que fica abaulado.
Em primeiro lugar, convém dizer que uma das partes do pão que mais aprecio, o fim, o rabo, que é mesmo assim, fica invariavelmente de um tamanho tão pequeno, que acaba por desfazer-se na máquina, ou ficar esquecido no meio das migalhas. Fazendo parte da massa principal, do corpo, parece-me um roubo. Por outro lado, o pão começa a ser colocado de modo aleatório nos sacos de papel, literalmente à pazada, quem ficar desgstoso que se aguente. A moda é sobretudo das pastelarias, mas parece ter vindo para ficar em algumas padarias. Em Alcainça, não há disso, ou pelo menos não me lembro disso ser assim.
Faço daqui um apelo. O pão fatiado perde propriedades. Fica duro mais depressa, do ponto de vista visual, perde muita qualidade, porque as lâminas são implacáveis. Se pessoas como o leitor (a) apreciam comer pão e gostam de fatias bem cortadas, nada como comprar uma boa faca. A ICEL, uma marca portuguesa, tem facas de pão a preços muito competitivos, que cortam finamente um produto que tem de ser tratado com carinho. Obrigado, espero ver resultados em breve.

 

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