Maria de Lourdes Modesto dixit
























Maria de Lourdes Modesto, a diva, que pelo que se me dá a parecer, ainda não foi condecorada com nenhuma ordem de mérito, apesar de ter contribuído mais para o conhecimento da gastronomia portuguesa do que qualquer outra pessoa, responde a um inquérito do Jornal Público, sobre a vida, comida e outras questões. Palavras para quê? Um mimo, sobretudo quando refere a 'cozinha em altura', as espumas:

Se fosse jantar com Woody Allen, onde o levaria? Levava-o ao restaurante onde fazem um prato que deslumbrou Brederode dos Santos, ao ponto de o citar numa das suas crónicas: “Lombinho de azeitona em sua cama de alface.”

O que almoçou hoje?
(Parece-me que estas três perguntas não encaixam umas nas outras.) Vitela assada com ratatouille, em minha casa.

E o que deveria ter pedido?
Na minha casa, era o que havia. Mas, se fosse num certo restaurante de cozinha de autor, em cuja carta constam: “Coisas do mar; Coisas da terra; Coisas do poleiro”, ia pelo poleiro e pedia um prato que lhes sai muito bem: cristas de galo em cozedura unilateral a baixa temperatura, cama de raia desfiada, crême-fraiche da Normandia, trufas d’Alba, crocante de pão alentejano, quenelles de topinambo e seu coulis de pepino, redução de vinho do Porto e espuma de Parmesão.

Qual o segundo momento mais marcante da sua vida? Quando fiz o primeiro programa de televisão e depois de me verem me disseram para pensar no programa da semana seguinte. 

Texto completo aqui.

 

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