Brunch a quatro tempos












O Verão, que já vai para lá de meio, começou assim. Com brunch levado à cama, e a confirmação de que “a cura” de uma semana, nas Termas das Caldas da Felgueira, próximo de Nelas, ocorreria. Os termos ficam mais para a frente, porque de “uma cura” física, do corpo, do cansaço, nada se poderá assinalar senão uma evidência: resulta de uma maneira que o corpo arrepia caminho, pára, inicia um processo de auto-regeneração. Completa-se. E isso requer espaço e descrição adequada.
Por agora, o calor conferiu propósitos vagos e desejos confirmados de descanso. Puro e simples consolo de apreciar a feitura de nada menos do que isso: nada. Niente. Passar dias a fio a revigorar o espírito, a conhecer locais distantes, atrás do calor, ou a ser perseguido por este, com uma eficiência bastante grave. Encontrar locais onde é produzido um queijo amanteigado elementar e a ser provado. Um dos indícios, a beleza inóspita do concelho de Castelo Branco, a cacimba matinal nas praias da zona Oeste. O rigor hipotérmico das águas da Ericeira, e a planitude quieta das águas da Figueirinha.

Então, num dia mais calmo e tranquilo, o brunch. A quatro tempos, com café au lait, fruta fresca, salgados, as panquecas semi-doces, mais propriamente, com tudo aquilo a que se tem direito quando acordar tarde é a premissa recuperada.












Para duas pessoas
3 Pêras (ou maçãs)
1 Banana fatiada
Açúcar amarelo
Sumo de ½ limão
4 Ovos
1 Pitada de sal
Pimenta a gosto
Coentros a gosto
Chouriço das Beiras
2 Tomates mais maduros do que verdes
1 Pão fresco
1 Jarro de café (máquina de filtro)
½ de Leite
Fatias de queijo flamengo
Azeite a gosto
Flor de sal a gosto

1. Fritar o chouriço cortado às rodelas sem gordura, até ficar estaladiço.
2. Fritar os ovos mexidos (ou omoleta, neste caso, com recheio de espargos previamente cozidos) na gordura do chouriço, temperar com sal, pimenta e coentros.

3. Cortar fatias generosas de pão saloio (de preferência, de Mafra).
4. Cortar os tomates às rodelas e empratar o ovo em cima do pão, o tomate; fatias de queijo e chouriço em cima do pão, temperando tudo com azeite e flor de sal.

5. Fazer o café na proporção de seis colheres de sopa para 1 l de água mineral, e juntar a gosto o leite previamente aquecido num púcaro (à antiga).

6. Tirar o caroço às pêras depois de abrir cada ao meio, separadas em quartos, e fatiar finamente cada um dos quartos. Servir com a banana, temperadas com sumo de limão e açúcar amarelo (e canela, se apreciado).











Para as panquecas

1 Ovo grande
1 Copo de farinha (peneirada)
Raspa de 1 limão ou laranja
30 g de açúcar branco ou amarelo ou mascavado
1 copo de leite
1 pitada de sal
Canela
Manteiga
Doce de figo, abóbora ou ameixa (de frasco ou caseiro)
Açúcar
Açúcar branco em pó
2 iogurtes naturais
Mel a gosto

1. Numa tigela alta, juntar o ovo, o açúcar, a raspa de limão, mexendo sempre sem criar grumos.
2. Acrescentar o leite, o sal e mexer até ficar com um líquido com alguma densidade.

3. Aquecer uma frigideira anti-aderente, colocar uma noz de manteiga, com o cuidado de não deixar queimar, e deitar uma porção do preparado anterior no centro da frigideira, até que a ‘massa’ coza de um dos lados.
4. Com uma espátula, virar a panqueca, e realizar a mesma operação no lado oposto, até que ambos os lados apresentem uma cor dourada.

5. Esgotar a utilização do preparado até ficar com uma pilha de panquecas. Reservar.
6. Servir em camadas, com açúcar, mel, iogurte, fruta (se apreciar), doce de figo, salpicar com açúcar branco em pó e canela.

 

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