Postfácio

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A pessoa escreve, escreve, escreve, e escreve. Pensa um bocado, revê, às vezes nem por isso, porque há pouco tempo, seja lá porque motivo for que isso aconteça. Pega no que tem à mão para escrevinhar, consulta os caderninhos para registar ideias e frases e coisas assim, o que até pode incluir desenhos, para nunca correr o risco de se esquecer de uma ideia ou de um apontamento. Podem passar anos sem publicar nada por se olhar para tudo e pensar, ah, para quê. Às vezes, até pega na centena e meia de emails diários a divulgar tudo e um par de botas, que vai de livros a comidas, workshops e a tudo o mais que se possa imaginar se anda a fazer pelo mundo, em Portugal e arredores e tenta fazer uma escolha editorial de jeito para revisionar a cena e publicar/divulgar/mostrar interesse/dar a conhecer. Faz-se isto e o seu contrário, quando já não há paciência para escolher e a confusão é geral, com aquela filosofia do nem sequer quero olhar. Publica-se acerca de temas estruturantes sobre cultura, arquitectura, design e coisas ainda mais sofisticadas. Ensaia-se à grande e à francesa, e à portuguesa também, verdade seja dita. Por fim, depois de todo este esforço, aquilo que a maioria vem aqui a este espaço ler, tempo esse que deixou de ocupar com a leitura de outros textos provavelmente muito mais fracturantes, no final das contas, o post mais lido há muitos e bons e variados anos é esta receita de "pataniscas de bacalhau com arroz de feijão". De todo o belo mundo sem excepção. Muito engraçado! (a fotografia e os seus direitos reservados estão).

 

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